O que é um nódulo pulmonar?

Define-se como uma lesão arredondada com menos de 3 cm de diâmetro, envolvida por tecido pulmonar. Os nódulos pulmonares podem ser benignos, contudo a obtenção de um diagnóstico preciso pode implicar por vezes uma intervenção cirúrgica.

Que exames?

  1. A radiografia pulmonar permite o diagnóstico inicial do nódulo mas é insuficiente por si só para uma decisão terapêutica. Contudo, a presença de radiografias antigas permite a comparação do nódulo, para verificar a sua prévia inexistência ou a manutenção da lesão com as mesmas características.
  2. A Tomografia Axial Computorizada (TAC) possibilita a caracterização exacta do tamanho, localização e morfologia do nódulo. Este exame permite tomar uma atitude inicial quanto ao tratamento ou a continuação da investigação.
  3. A Ressonância Magnética Nuclear raramente tem interesse na investigação de um nódulo pulmonar.
  4. A broncofibroscopia, ou seja, uma endoscopia à traqueia e aos brônquios, pode traduzir pouca informação sobre o nódulo, mas apresenta grande interesse na avaliação de anomalias associadas.
  5. O PET-CT (Tomografia de Emissão de Positrões associado ao TAC), utiliza um radioisótopo (18-Fluorodesoxiglicose) para avaliação de actividade metabólica celular. O seu interesse na avaliação do nódulo pulmonar consiste na actividade do mesmo. O facto do exame ser positivo indica somente que o nódulo é activo, podendo traduzir lesão inflamatória ou neoplásica. Actualmente o PET-CT detecta lesões com diâmetro superior a 7mm.
  6. Os marcadores tumorais são várias análises clínicas que permitem estimar uma relação da actividade de uma eventual neoplasia.

Deve-se operar todos os nódulos pulmonares?

Não nos seguintes casos:

  1. Existência de radiografias antigas com a lesão apresentando características sobreponíveis
  2. Critérios radiológicos de provável benignidade

Como deve ser feita a vigilância em caso de não se decidir pela operação?
A vigilância deve ser feita por um clínico especialista nesta área, realizando TAC de controlo periódico, de acordo com a situação clínica. A TAC deve ser efectuado com 3 ou 6 meses de intervalo, no mesmo centro imagiológico, e se possível, pelo mesmo Imagiologista, a fim de permitir uma interpretação mais segura da situação. Na evidência da manutenção da lesão, mantém-se a vigilância. Se contudo houver alteração das características da lesão, deve-se então aprofundar novamente o seu estudo, a fim de obter um diagnóstico histológico.

Obtenção de diagnóstico por BAT (Biópsia Aspirativa Trans-torácica)


A TAC e o PET-CT não dão indicações precisas sobre a natureza histológica do tecido do nódulo pulmonar, pelo que na necessidade de um diagnóstico preciso, pode ser necessário realizar uma BAT, que consiste numa picada com agulha, sob anestesia local, para obtenção de um fragmento do nódulo para análise histológica. Contudo, esta técnica só é possível de acordo com:

  1. Tamanho da lesão
  2. Acessibilidade da lesão
  3. Inexistência de contra-indicações (enfisema, por exemplo)

Um pneumotórax  (saída de ar do Pulmão) pode acontecer em cerca de 10% dos casos, sendo geralmente pequeno, sem necessidade de introdução de um dreno torácico. Nos casos em que a análise continua a ser inconclusiva será necessária a realização de uma biópsia cirúrgica.

Obtenção de diagnóstico por intervenção cirúrgica


A intervenção é efectuado sob anestesia geral, quer seja por Toracoscopia (tórax fechado) ou por Toracotomia (tórax aberto). Em ambas as situações, a lesão é extraída e procede-se à sua análise (exame extemporâneo) durante a cirurgia. Se for considerado lesão benigna, a cirurgia é dada por terminada, mas se a lesão for considerada maligna, será necessário retirar pelo menos um lobo pulmonar.

 
Exemplo: